"Preocupa-me pouco aonde ir "- disse Alice
"Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas" - replicou o gato.

Lewis Carroll
Mostrando postagens com marcador Leka. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Leka. Mostrar todas as postagens

sábado, 26 de outubro de 2013

livro infantil ilustrado Flip

Hoje é dia de mostrar desenhos aqui, fazia tempo, eu estava com saudades!

Comecei a história do Flip, um pássaro que, machucado, é resgatado por um grupo de amigos num condomínio, numa cidade grande. Muita coisa acontece, e uma amizade profunda acontece, para saber de mais só lendo o livro ilustrado. Mas por enquanto deixo um pouquinho da arte do livro novo:






Neste livro as editoras pediram as ilustrações em cores fortes e lápis aquarelado e pastel seco foram os materiais usados. 
Sugeri um traço mais realista para o passarinho e elas toparam, uma história de amizade entre a natureza e meninos; Para criar o personagem principal, o pássaro Flip comecei pesquisando quais aves que ficariam bem representadas entre os adaptados à cidade grande, encontrei um site de aves e entre aves do Brasil, busquei uma que viva bem em cidade grande, mas que seja um pássaro pequeno e delicado, encontrei meu "modelo" entre os caboclinhos. Me encantei com o caboclinho da barriga vermelha e nesse site maravilhoso tem até o canto do pássaro que você escolher conhecer, pode saber mais sobre os caboclinhos aqui: 


terça-feira, 31 de maio de 2011

Contação de história com objetos da "tia" Leka



Depois da festa com as crianças (97) e dos muitos beijos e abraços que receberam, os personagens ficaram assim: sem orelhas, olhinhos manchados, lobo sem gravata....mas MUITO FELIZES!!!!! hehehehe

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Leka, borboleta distraída, com a cabeça cheia de pensamentos azuis, estrelas e vento.

Passei a infância querendo ser passarinho. Nasci menina e desenhista.

Minhas melhores amigas no colégio eram três nipo-brasileiras e....desenhistas, claro!! Éramos siamesas. Líamos o pensamento uma da outra, desenhavamos juntas, trocavamos lápis de cor, estojo, papel de carta, cartas, éramos imbatíveis na criação de ilustrações para professores e colegas e no mais, éramos péssimas, péssimas em: ginástica, matemática, em prestar atenção...hahahah

Eu era tão distraída que minha mãe me chamava de borboleta. Eu cresci só por fora, por dentro continuo uma borboleta delicada e azul. A escola acabou, a faculdade chegou e ao invés de fazer artes caí em....publicidade e marketing.

Imagina o que sofri trabalhando em marketing e publicidade e não na criação mas no atendimento a clientes!ahahahaha

Falando em público (gagejava sempre!!), tinha que vender idéias, que ser agressiva, competitiva, rápida, lidar com planilhas, negociações, barulho, gente...Ufa. 20 anos depois numa agência de publicidade adoeci, fiquei deprimida, tomei remédios e fui embora, pra nunca mais.

Ahhhhhhh, estou há um ano e meio trabalhando em casa, de pantufas, ouvindo óperas, enquanto crio, desenho, pinto e escrevo. Ainda lido com gente, mas gente bacana que ama livros tanto quanto eu, ainda tenho reuniões e prazos mas agora sei o que estou fazendo e acredito no que estou vendendo.

As borboletas continuam crescendo entre os meus cabelos cacheados, minhas idéias malucas ficam bacanas em aquarela ou giz pastel. Agora sei o que vim fazer: vim deixar o mundo mais bonito e colorido e isso é o melhor que poderia desejar a menina-borboleta.